terça-feira, 6 de maio de 2014

Situação de aprendizagem diagnóstica


Texto - Sol: Fábrica de Energia
 

Muitas vezes, quando olhamos para o céu numa noite sem nuvens, temos a impressão de que as estrelas sempre estiveram presentes em algum momento da história do universo. Acredita-se que o Sol, por exemplo, tenha se formado, isto é, nascido, há cerca de 5 bilhões de anos; seu nascimento foi semelhante ao de todas as outras estrelas.

A matéria prima a partir da qual toda estrela surge nada mais é do que um grande aglomerado de poeira e gases, principalmente hidrogênio e hélio, gases presentes também em nossa atmosfera. Como em certas regiões do universo há grandes aglomerados desse tipo, a que denominamos nuvens interestelares, ainda hoje muitas estrelas devem estar se formando.

Sob certas condições, essas nuvens de gás e poeira passam a ter temperaturas muito elevadas, permitindo o início de um tipo de reação muito especial, denominada reação nuclear.

Nessas reações, que ocorrem hoje no Sol e em todas as estrelas, o hidrogênio transforma-se em hélio, liberando enormes quantidades de energia, que jamais poderão ser produzidas aqui na Terra, nem mesmo em uma guerra nuclear. É a energia produzida nessas reações que dá às estrelas o brilho intenso que pode ser visto aqui da Terra, mesmo quando elas se encontram a enorme distância de nós.

Para se ter uma ideia do que representa a energia produzida pelo Sol a cada segundo, basta dizer que, para produzir um milionésimo desta energia, seriam necessárias todas as reservas de carvão, petróleo e gás natural armazenadas na Terra. Sem dúvida ninguém foi ao Sol para saber o que acontece lá. Porém, os cálculos e as experiências realizadas aqui em nosso planeta indicam que a energia que chega até nós tem origem nas reações nucleares. 

Obs: É importante que se faça a leitura do texto junto com os alunos, para esclarecer dúvidas a cerca de conceitos ou significados de palavras de difícil compreensão. Se for de sua preferência, use outra estratégia de leitura mais adequada aos seus alunos.

Após a leitura proponha os seguintes questionamentos:
 

De quais matérias-primas são formadas as estrelas?  

R.: A matéria prima a partir da qual toda estrela surge nada mais é do que um grande aglomerado de poeira e gases, principalmente hidrogênio e hélio

Como a energia é produzida no Sol?  

R.: Sob certas condições, as nuvens de gás e poeira passam a ter temperaturas muito elevadas, permitindo o início de um tipo de reação muito especial, denominada reação nuclear. Nessas reações, o hidrogênio transforma-se em hélio, liberando enormes quantidades de energia

Você conhece algum processo que produza tanta energia quanto o Sol?  

R.: Resposta pessoal.
 

Terminado esse trabalho, retome a conversa sobre o Sol e do como se dá a produção de energia, salientando que ela é liberada pelo Sol através das reações nucleares e é irradiada para o espaço em todas as direções e que, é dessa forma que a Terra e os outros Planetas do Sistema Solar recebem essa Energia. Ressalte que, entretanto, a Energia recebida pela Terra é uma parte insignificante de toda energia solar produzida. A Energia que usamos é, ainda, uma pequenina parte da recebida pela Terra.

Para finalizar essa atividade, sugerimos que os alunos produzam um texto, coletivo ou em duplas, acrescentando as contribuições que foram discutidas pela classe. Essa produção poderá ser publicada no mural da sala para apreciação de todas as outras turmas.

Lembre-se que essa sugestão tem como objetivo “quebrar o gelo” inicial das aulas iniciais na área de Ciências da Natureza e, principalmente, para você professor (a) conhecer e diagnosticar suas turmas para o trabalho do ano letivo.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Atividade de Vivência - Álcool ou gasolina?

O que é uma Atividade de Vivência ?

A Atividade de Vivência consiste em observações e práticas em sala de aula ou em outras situações escolares, propostas ao longo de um curso, e que tem por intenção promover a aplicabilidade dos conceitos discutidos no decorrer do curso.
Orientanções sobre a Atividade de Vivência

Esta Atividade de Vivência visou ampliar o repertório de atividade em sala aula, utilizando para isso o mapa conceitual como recurso didático para promover a exposição dialogada sob a forma de debate durante a aplicação da situação de aprendizagem “Álcool ou gasolina?”.


Situação de aprendizagem – Álcool ou gasolina?
Vantagens e desvantagens do álcool como combustível de veículos.

Situação de Aprendizagem realizada na UE Dr Mário Natividade - Diretoria Leste de Campinas.

1. Conteúdos
Combustíveis; recursos renováveis e não renováveis; álcool como combustível; vantagens e desvantagens do uso do álcool como combustível .


2. Competências e habilidades
Coletar e organizar informações; ler e interpretar textos; fazer sínteses e registros; distinguir recursos renováveis de não renováveis; elaborar argumentos consistentes para debater e enfrentar situações-problema relativas ao uso do álcool como combustível; identificar vantagens e desvantagens do álcool como combustível.
 
 3. Desenvolvimento das ações
A apresentação do tema foi realizada na sala de multimídia, através de um instrumento facilitador de aprendizagem, o “mapa conceitual”, na qual eles obtiveram uma visão geral do tema que seria posteriormente trabalhado (contextualizado).
 
Após o contato dos alunos com o mapa conceitual, realizei uma discussão com o seguinte questionamento: O álcool deve substituir a gasolina utiligada em veículos automotores? 

Após a discussão inicial de abertura do tema na qual resgatei os conhecimentos prévios dos alunos e reflexão sobre o que sabiam do tema, expliquei para eles que nas próximas aulas iriam realizar um debate com o tema: Vantagens e desvantagens do uso do álcool como combustível de veículos. Marquei a data do debate e solicitei que eles se preparassem para discutir o tema.
A sala foi dividida em dois grandes grupos, os alunos de números pares iriam defender o uso do álcool, e os de números ímpares refutá-lo.

Expliquei para os alunos que o debate depende de argumentação, defesa a favor e contra e para conseguir os argumentos necessários precisariam recorrer a pesquisa sobre o tema.

Os grupos que eram a favor realizaram busca de informações relacionados as vantagens do uso do álcool e os que são contra procuraram as desvantagens.

Cada grupo elegeu um relator que defendeu as ideias do grupo perante a turma, mas todos do grupo interviram e complementaram os argumentos, apoiando assim o grupo na discussão.

Atuei como mediador controlando o tempo da fala dos grupos, equilibrando assim os dois lados do debate (favor e contra).


No final do debate agradeci aos alunos pela participação e posteriormente realizamos um debate geral na qual realizamos as conclusões gerais sobre o assunto com base nos argumentos favoráveis e contrários.

Os alunos construíram na lousa um mapa conceitual de alguns conceitos trabalhados no debate. 

Para encerrar a Situação de Aprendizagem, solicitei um breve comentário por escrito sobre a opinião individual dos alunos em relação a realização do debate. 
 
4. Recursos 
Materiais de pesquisa diversos, como livros, revistas, jornais, acesso à internet; giz e lousa. 

5. Formas de avaliação
Os alunos foram avaliados continuamente através de vários instrumentos:  durante  o preparo do debate; comentários e registros durante a discussão e debate;  participação,  conclusões e relatos ao final da Situação de Aprendizagem; relatório sobre a opinião individual dos alunos em relação à realização do debate.



Dificuldades: o primeiro contato dos alunos na discussão que antecedeu o debate foi bastante previsível, muitos começaram a opinar sem conseguir sustentar suas próprias opiniões, quando questionados muitos alunos não tinham habilidades para expor suas opiniões e pontos de vista;

Desafios: trabalhar com a linguagem e o desenvolvimento argumentativo dos alunos, isso foi importante pois muitos alunos entenderam que para defender seu ponto de vista, precisaram buscar informações sobre o assunto e refletir sobre eles.

Sucesso: como era de se esperar a maioria dos alunos participaram do debate, foram poucos os que não contribuiram com o grupo; muitos deles conseguiram entender e se apropriar dos discursos veiculados nos textos obtidos na busca de dados, tomando para si os argumentos dos autores, alcançando assim os objetivos propostos no debate. 
 


7. Resultados
Essa Situação de Aprendizagem foi muito importante para o crescimento pessoal dos alunos, pois a maioria entendeu a importância de se  pensar e repensar suas opiniões e discuti-las com outras pessoas, ou seja um trabalho colaborativo e enriquecedor.  

  8. Conclusões

A atividade de vivência proposta foi muito importante, pois ao passo que utilizei o debate como foco principal da Situação de Aprendizagem propiciei aos alunos oportunidades de argumentarem e expressarem suas opiniôes e também respeitarem as opiniões dos colegas. 

O debate por ser uma exposição dialogada na qual eu como professora fui mediadora do processo de ensino-aprendizagem, preparei os alunos para o debate, promovendo assim troca de saberes, no decorrer do debate trabalhei com a linguagem e o desenvolvimento argumentativo dos alunos. 



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Situação de aprendizagem: O que estamos comendo?

Situação de Aprendizagem apresentada no Seminário Descentralizado MGME - Diretoria de Ensino Campinas Leste.
EE Dr Mário Natividade

EixoTemático: Ser humano e saúde – manutenção do organismo
Público alvo: 6ª série/7ºano e 7ª série/8ºano
Conteúdos: nutrientes; alimentação saudável; alimentos prejudiciais ao organismo; distúrbios alimentares ( obesidade infantil).
Tempo previsto: 8 aulas
Palavras chaves: alimentação saudável; conhecimento; mídia; obesidade infantil.
Recursos: materiais de pesquisa diversos ( livros, revistas, paradidáticos); imagem da pirâmide alimentar; documentário “Muito além do peso”.

Justificativa 

A escolha desta Situação de Aprendizagem teve o objetivo principal de sensibilizar e promover hábitos alimentares mais saudáveis em nossos alunos, e consequentemente, diminuir os índices de transtornos alimentares (obesidade infantil).

Objetivos do aprendizado

•Favorecer a ampliação do conceito alimentação saudável;
•Estimular a leitura; a interpretação de textos e o domínio da linguagem escrita.
•Levar os alunos a conhecer os próprios hábitos alimentares;
•Identificar os grupos de alimentos que fazem parte de uma alimentação saudável;
•Desenvolver consciência crítica a respeito de hábitos alimentares e a influência da mídia. 

Desenvolvimento 

•Motivação inicial através do questionamento sobre o que é uma alimentação saudável, resgatando os conhecimentos prévios dos alunos e reflexão sobre a própria alimentação; 
•Problematização: Sabemos identificar os produtos com os quais nos alimentamos? Os produtos vinculados na mídia são naturais e saudáveis? 

  Trabalho em grupo realizado na biblioteca.


Busca de dados- Competência leitora

 Socialização da pesquisa e discussão;



• Apresentação do documentário “Muito além do peso”, que retrata a distância existente entre o universo infantil e a alimentação saudável (obesidade infantil); 



• Relatório individual sobre a importância de uma alimentação saudável e a influência da mídia na alimentação ,contemplando a habilidade escritora;
• Debate aberto para toda classe e socialização coletiva dos assuntos discutidos construindo uma nova aprendizagem agora coletiva.

•Construção em grupo de uma pirâmide alimentar, colocando os alimento nos andares adequados, indicando o número de porções recomendadas. 
•Discussão coletiva e construção de uma pirâmide alimentar na lousa;



Avaliação

Os alunos foram avaliados continuamente através de instrumentos diversificados, tais como: 

•Comentários e registros durante as discussões e debates;
•Pesquisa e questões de interpretação;
•Construção da pirâmide alimentar;
•Organização das informações no relatório sobre o documentário “Muito além do peso;
Através destes instrumentos redirecionamos o processo de ensino-aprendizagem aparando as arestas que se fizeram necessárias.

Recuperação para os alunos que não conseguiram atingir os objetivos propostos.

Referências Bibliográficas
•Cadernos do professor e do aluno. SÃO PAULO: SEE
•GEWANSDSZNAJDER, Fernando. Nutrição. SÃO PAULO: Ática, 1994.
•Livros didáticos diversos
•RODRIGUES, R. M. Vida e alimento. SÃO PAULO: Moderna, 1995. (Coleção Desafios)
•SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Currículo Oficial do Estado de São Paulo: Ciências da Natureza e suas tecnologias. São Paulo: SEE, 2010.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Viagem Fantástica do Corpo Humano: o incrível processo do Nascimento até a morte

Através deste documentário  o Doutor Drauzio Varella conta como funciona o incrível processo do Nascimento ate á morte, ele nos conduz a uma viagem diferente e emocionante: uma “Viagem Fantástica”. Mas ninguém melhor do que o próprio doutor Drauzio para nos explicar que viagem é essa.
Vamos embarcar em uma jornada maravilhosa ao longo da vida humana, do nascimento à morte. Com a ajuda da tecnologia mais avançada, será uma viagem contada a partir de uma perspectiva única, nas profundezas do corpo humano. Não será a história de uma vida, mas de todas as nossas vidas.

sábado, 16 de novembro de 2013

Muito além do peso - documentário sobre obesidade infantil

 
 
 ”Um filme obrigatório para qualquer pessoa que se importe com a saúde das nossas crianças” - Jamie Oliver, chef britânico e apresentador de TV
 
Pela primeira vez na história da humanidade, crianças apresentam sintomas e doenças de adultos. Não é raro encontrar nos consultórios meninos com problemas coronários, deficiência respiratória, depressão e diabetes. E o mais preocupante é que todas essas patologias têm sua origem relacionada ao excesso de peso.

Esse cenário levou a diretora e roteirista Estela Renner a fazer o filme Muito Além do Peso. O documentário pretende mostrar o impacto negativo da obesidade na infância – no Brasil já são 33,5% de crianças com sobrepeso – e tenta buscar soluções para um dos maiores problemas de saúde pública no mundo.
Em cerca de 1 hora e 20 minutos, Estela conta histórias reais e alarmantes de famílias cujas crianças estão com excesso de peso. A diretora, que correu o Brasil de Norte a Sul, entrevistou personagens de todas as classes sociais – mostrando que esta é uma questão generalizada – e colheu depoimentos de especialistas brasileiros e estrangeiros.
Logo no início, o documentário revela a distância existente entre o universo infantil e a alimentação saudável. A partir de um teste de adivinhação, a diretora comprova que nossas crianças não sabem reconhecer uma fruta, legume ou verdura. “Você sabe que fruta é essa?”, pergunta Estela ao mostrar uma nectarina a um garoto. Manga, responde ele. Em outro exemplo, um menino chega a confundir um pimentão com um abacate.
A diretora da School Food Project, Ann Cooper, uma das entrevistadas no filme, defende, como solução para essa lacuna, a promoção de ações educativas nas instituições de ensino infantis. “Não usamos álgebra, nem ciências diversas vezes ao dia, mas o que fazemos várias vezes ao dia durante toda nossa vida é comer. Por isso, a alimentação deve ser assunto tão importante nas escolas quanto matemática, ciência e outras matérias”, afirma.
Mas a mudança no processo educacional defendido por Ann é apenas uma das frentes de atuação necessárias. O filme deixa claro que a discussão sobre o combate à obesidade infantil é ampla e evolve uma complexa dinâmica entre pais, escolas, governo e indústria.
Um dos mais assombrosos dados relatados pela diretora, por exemplo, é o consumo desenfreado de refrigerantes, ora responsabilidade da família que não impõe limites para o consumo do produto, ora culpa das indústrias e sua publicidade arrebatadora. “E se eu te contar que uma latinha de refrigerante tem o equivalente a 7 saquinhos de açúcar”, diz a diretora a um pai. Essa informação torna-se ainda mais alarmante quando o filme mostra que 56% das mães brasileiras dão refrigerante nas mamadeiras a crianças com menos de 1 ano.
Pela gravidade do problema e o didatismo da obra, assistir ao documentário deve ser programa obrigatório de todas as famílias e instituições que se preocupam com a saúde e com o futuro das crianças. O filme pode ser assistido gratuitamente no site: www.muitoalemdopeso.com.br
 
 Abílio Diniz

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Saber Ciências, direito e dever

Luis Carlos de Menezes 



"Cabe à escola transcender a cultura de consumo tecnológico e promover uma cultura científica prática, ética e crítica."

Vivemos numa época em que tudo depende do conhecimento científico. Dos alimentos às roupas, dos medicamentos aos transportes, da comunicação ao entretenimento, tudo passa pelas Ciências e pelas tecnologias a elas associadas. Fundadas em argumentos lógicos e verificações experimentais, elas nos permitiram superar um tempo de mitos e crendices, cuja graça lembramos em velhos rituais, mas cujas desgraças não queremos reviver em privações e pestes. 

Por isso, na Educação escolar, as Ciências devem ser pensadas como um equipamento essencial à vida e não como uma admiração passiva da "Ciência dos cientistas". Quem desconhece a radiação que aciona, a fibra que veste, a proteína que come e o analgésico que toma também não sabe quando a vida surgiu e como evoluiu ou que a estrela-dalva é o planeta Vênus, cuja luz refletida nos alcança em minutos, enquanto o brilho da estrela mais próxima leva anos para chegar aqui. Também desconhece que as Ciências não são feitas de verdades eternas. Por dependerem do permanente direito à dúvida, são adversárias de sectarismos, superstições e preconceitos.

As crianças e os jovens precisam ser apresentados ao mundo - que já encontram tão complexo - e essa introdução é incompleta sem as Ciências. Mas como ensinar, em poucos anos, saberes conseguidos em séculos? E como pode um professor fazer isso se ele mesmo reconhece suas limitações?  

 Comecemos por assegurar que bons professores não precisam ter todas as respostas, mas estimular, acolher e encaminhar todas as perguntas. Claro que também é preciso ensinar. Mas o quê, e com que ênfase? A escola pode e deve apresentar seus alunos às Ciências como linguagem, como instrumental prático e como visão de mundo, dando um tratamento diferente a essas três dimensões em cada etapa da formação.

Na Educação Infantil, as crianças começam a denominar e a qualificar objetos e processos de vivência imediata - nessa fase, a investigação também é lúdica. O corpo, os bichos, os veículos, as florestas, os rios e as ruas são personagens e cenários de suas fantasias, seus desenhos e seus textos. Os pequenos colecionam e classificam folhas, insetos e parafusos e começam a estabelecer conexões causais e práticas. Para que serve a higiene? Por que os pássaros fazem ninhos? Qual a relação entre nuvens e chuva?

Já a compreensão de ciclos naturais e seu aproveitamento energético, de equipamentos mecânicos e eletrônicos e sua forma operativa e de matérias-primas e processos produtivos exige maturidade maior - assim como o entendimento mais amplo da sexualidade só faz sentido ao se aproximar a puberdade, numa combinação de aspectos afetivos e éticos com os científicos.

Finalmente, quando os adolescentes se preparam para o mundo dos adultos, pode-se apresentar as Ciências com estrutura mais formal: as tecnologias de forma mais abstrata, as substâncias decompostas em elementos da tabela periódica, o Universo descortinado em galáxias se afastando e as espécies como um processo evolutivo, em que a biodiversidade é ameaçada pela intervenção humana reforçada pelas Ciências, mas ao mesmo tempo também vigiada por elas.

Por serem tão significativas na aventura humana, é indiscutível que as Ciências e suas técnicas devem ter presença garantida na formação escolar, ao lado das letras, das humanidades e das artes. Os jovens utilizam com naturalidade equipamentos de alta tecnologia e acompanham noticiários sobre avanços nas fronteiras do conhecimento. A escola pode ir além. Cabe a ela transcender essa cultura de consumo, de produtos ou de informação, promovendo uma cultura científica prática, ética e crítica. Quando isso acontece, também os professores se beneficiam e seguem aprendendo.